Durante o feriado de segunda (Dia Internacional da mulher) o grupo de trabalho que trata dos vôos inter-fronteiriços, coordenado pelo ministérios de relação exteriores, reuniu por horas no aeroporto de Cruzeiro do Sul com pauta bastante definida: identificar in loco que medidas precisam ser adotadas por cada órgão anuente com fins de viabilizar o alfandegamento definitivo daquele aeroporto e medidas a curtíssimo prazo que possam viabilizar o afandegamento provisório do mesmo.


Com representação maiúscula ali se fizeram presentes a Infraero, Receita Federal, Anvisa, Ministério da Agricultura, Polícia Federal, Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Ministério de Relações Exteriores. Além dos investidores locais coordenados pela Associação Comercial de Cruzeiro do Sul.


A presença de todos em Cruzeiro já foi uma primeira vitória.


A vistoria sugerida e realizada pelos órgãos levou a uma constatação básica: o aeroporto oferece boas condições de infra-estrutura e as medidas emergenciais são todas factíveis num curto espaço de tempo. Rede lógica protegida para que a receita possa operar no aeroporto, equipar salas para o conjunto dos órgãos que irão atuar com o mobiliário necessário, montar uma cobertura no espaço onde estão instaladas as câmaras frigoríficas, instalação de balança, acesso a internet para a Polícia Federal dentre outras.


Para uma situação mais duradoura, a Infraero terá que construir um terminal de carga, o que poderá ser viabilizado ao longo do ano.


Após todo o debate, um pacto foi selado apontando para a real possibilidade de atendimento à solicitação do empresariado local para que se possa alfandegar de forma provisória, para vôos programados de cargas e passageiros, no período de Abril a Julho de 2010, uma vez por semana. Um acordo que deixou a todos satisfeitos.


Foi um feriado produtivo.


Agora é garantir que cada medida assumida pelos órgãos possam ser cumpridas dentro do prazo estabelecido e que a iniciativa privada se organize para realizar as operações. Assim estaremos iniciando um caminho que se alargará no futuro. Temos o que comprar, há um mercado consumidor de 200 mil habitantes que precisam dos produtos e uma faixa de consumidores que querem encontrar novos caminhos de lazer. Por ali é mais perto e mais barato.


Não é fácil abrir caminhos novos. Mas como diz o poeta, o novo sempre vem!



Depois de 20 anos é preciso olhar para si.

Foi isso que decidiu a Frente Popular nesta sexta-feira quando da instalação de seu conselho político. Estavam presentes 15 partidos.

Uma reflexão sobre a trajetória, as políticas públicas vitoriosas e os desafios postos para o futuro da aliança estarão no centro do debate nos seminários que acontecerão da segunda quinzena de abril até o final de maio nas cinco regionais do estado.

Uma oportunidade de ouro que promoverá o reencontro da militância com sua trajetória.

Momento de intensos debates e de reafirmação de princípios programáticos. Ali surgirão propostas que atualizarão nosso programa neste novo ciclo que se abre a partir das eleições de 2010.

Quem teve a capacidade de mudar radicalmente a política do Acre e iniciar a implantação de um projeto de desenvolvimento ancorado em nossas raízes de vocação florestal, saberá muito bem ajustar o foco e construir diretrizes programáticas que estejam à altura dos novos desafios sem perigo de perda do caminho.

Será um momento único de celebração para centenas de militantes do movimento social, agentes políticos e gestores públicos  que poderão debater de igual num ambiente democrático e sadio. Os construtores da mudança poderão refletir sobre o feito, questionar rumos e levantar novas bandeiras.

A Frente estará “frente a frente” com sua história. Olhará nos olhos de sua militância e terá a oportunidade de repactuar sua unidade, chave de todas as suas vitórias.

Só com ousadia é possível reinventar-se. Estamos no caminho certo.

Ao debate.

Desde a ultima sexta que a sucessão ao governo do Binho começa a dar passos mais largos no pós carnaval.

A Frente Popular deu o tom. Uma reunião representativa, cheia de simbolismos passou um recado direto a quem tinha alguma dúvida sobre a solidez da aliança: a Frente continua ampla, sólida e com rumo bem delineado. Reunir 15 partidos num clima de bons fluídos, sem arranhões e senões, não é fácil. Mas aconteceu de forma natural e o ambiente interno é de “céu de brigadeiro”.

Dias após o PMDB passa a entrar em cena. Depois de frustrantes embaixadas por um alinhamento de palanque único já no primeiro round, decidiu por apresentar seu time puro sangue. Com candidatos ao governos e senado, o PMDB põe uma equação a ser resolvida nos próximos 30 dias: quem quiser me acompanhar, que se apresente. Em Brasília, no meio do turbilhão Arruda, o PMDB teve que buscar fôlego para não declinar do jogo.

PSDB, PPS, DEM e outros aplaudem a decisão do ex-aliado. Afirmam que o jogo é de campeonato e que um encontro estaria marcado numa suposta esquina do segundo turno. Fernando Lage e Sergio Barros protagonizam a chapa do senado neste campo, com Bocalom disputando o governo. Um cenário que se desenha agora podendo ganhar contornos definitivos mais adiante, embora as apostas tenham se diluído nos últimos dias.


Por fora, tentando reunificar o campo oposicionistas, sinaliza Petecão. Como de outras vezes, quer ser ungido. Resta saber a disposição dos figurantes.

A pesquisa Datafolha deste final de semana ascendeu o sinal de alerta máximo na mídia golpista. As famíglias Frias, Mesquita, Civita e Marinho devem ter urinado nas calças. A sondagem revela o consistente crescimento da pré-candidata Dilma Rousseff, apoiada por Lula, que subiu cinco pontos e atingiu 28% da preferência. Ela também atesta a queda do presidenciável tucano José Serra, que recuou de 37% para 32% na taxa de intenção de voto. Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para quatro pontos, o que aponta um “empate técnico”.

 Outros dois institutos, Sensus e Vox Populi, já haviam registrado o forte crescimento de Dilma e a estagnação – e até a queda – do grão-tucano. Mas a mídia preferiu escamotear os resultados. O Jornal Nacional, da TV Globo, sequer divulgou estas sondagens, num nítido desrespeito aos seus telespectadores. Agora, porém, é o Datafolha que confirma a tendência de polarização na eleição de 2010. Este instituto – juntamente com o Ibope do bravateiro tucano Montenegro – tem sólidas e sinistras ligações com a oposição neoliberal-conservadora. Serve aos seus interesses!

“Casco do navio está avariado”

O bordão da artista global Regina Duarte contra Lula, o famoso “eu tenho medo”, deve ter sido repetido pelos barões da mídia. O jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, interrompeu as suas férias para comentar o resultado do Datafolha. Para ele, “Dilma subirá mais ainda nas pesquisas” e deve ultrapassar Serra “logo após sair da Casa Civil”. O “especialista” em pesquisas avalia que “será uma campanha dura, mas em teoria muito mais fácil para o PT e para Dilma por conta da grande popularidade de Lula e da desarticulação do PSDB”, cujo “casco do navio está avariado”.

Numa espécie de consultoria gratuita, o “especialista” adverte que “a grande esperança tucana é desconstruir Dilma [seria um convite ao jogo sujo?] e provar ao eleitor que Serra seria o melhor nome para ocupar o lugar de Lula”. Bastante preocupados, outros articulistas da Folha apelam à imediata reação de José Serra e à unidade demo-tucana. Fernando de Barros e Silva sintetiza: “Não há dúvida de que Aécio agora será muito pressionado pelos tucanos. Mas quem precisa dizer a que veio antes que as águas de março fechem o verão é o governador de São Paulo”.

 “Precisamos de fatos novos”

 Mais maroto, o colunista Josias de Souza preferiu transferir o apelo aos apoiadores, ao dizer, em manchete, que “aliados cobram de Serra ao menos uma sinalização”. Bem enturmado no ninho tucano, ele informa “o grão-tucano reagiu à última pesquisa Datafolha de duas maneiras. Em público, considerou ‘natural’ a ascensão de Dilma, atribuída à superexposição. Em privado, ele concluiu que a subida da candidata de Lula pede ‘reação’. Na noite passada, um dirigente tucano disse ao blog: ‘Precisamos de fatos novos’ [outro convite ao jogo sujo?]”.

No mesmo rumo, o blogueiro oficial da famíglia Civita, o mercenário serrista Reinaldo Azevedo, deixa explícito o desnorteamento da oposição neoliberal-conservadora. No sítio da revista Veja, ele põem em dúvida até se o governador paulista lançará sua candidatura… “se é que vai lançar”. Para o pobre coitado, “ou bem o PSDB se dá conta do tamanho do desafio, ou bem se prepara desde já para continuar na oposição – ou sei lá que outros cenários certos tucanos imaginam que se seguiriam a uma eventual vitória de Dilma”. Patético, ele dá broncas em Aécio Neves e exige a imediata unidade do campo direitista. Parece o presidente-mor dos demos-tucanos. 

Do desespero ao jogo sujo

Tudo indica que a mídia golpista não ficará lambendo suas feridas, chorando o leite derramado. Ela partirá para o ataque, intensificando suas manipulações da cobertura eleitoral e jogando sujo nesta batalha considerada estratégica pelo bloco liberal-conservador. Há boatos de que a revista Veja prepara “reporcagens” pesadas e torpes contra Dilma Rousseff – uma delas sobre o famoso assalto ao cofre do ex-governador Adhemar de Barros, em julho de 1969. Os recentes ataques ao ex-ministro José Dirceu, em capas da Folha e destaques na TV Globo, confirmam esta tendência.

Até jornalistas críticos de esquerda do governo Lula ficaram impressionados com o seminário do Instituto Millenium, ocorrido nesta segunda-feira na capital paulista. Os barões da mídia e seus colunistas de aluguel babaram ódio contra a ministra Dilma Rousseff. Ela foi o principal alvo dos palestristas convidados por este novo centro conspirativo da direita nativa. Alguns mais afoitos a trataram como expressão do “stalinismo” e do “radicalismo”. O evento foi realizado para unificar a pauta da mídia venal com vistas à eleição presidencial, o que confirma que o jogo será pesado.

Fonte: Blog do Miro