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2009 25 dez
editor

Jornal Le Monde elege Lula como o "Homem do Ano"

O jornal francês Le Monde escolheu o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva como o “Homem do Ano”, apontando-o como responsável pelo renascimento do Brasil como um gigante na cena mundial. É a segunda homenagem deste tipo que Lula recebe neste final de ano. O jornal espanhol El País também elegeu o presidente brasileiro como a “Personalidade do Ano” e a revista The Economist dedicou um número especial ao Brasil, destacando na capa o Cristo Redentor como um foguete decolando rumo ao espaço.

Na homenagem divulgada nesta quinta-feira (24), o Le Monde afirma: “Embandeirado dos países emergentes, mas também do mundo em desenvolvimento do qual se sente solidário, o presidente brasileiro, de 64 anos, colocou decididamente seu país em uma dinâmica de desenvolvimento".

Na avaliação do jornal francês, “o presidente brasileiro, que no fim de 2010 deixará a presidência sem ter tentado modificar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato, soube continuar sendo um democrata, lutando contra a pobreza sem ignorar os motores de um crescimento mais respeitoso dos equilíbrios naturais". E acrescenta:

"Presidente do Brasil desde 1º de janeiro de 2003, ao fim de dois mandatos terá dado uma nova imagem a América Latina". "A consagração de Lula acompanha a renovação do Brasil", destaca a publicação que define assim o presidente brasileiro: "Carismático, de sorriso fácil e jovial, Lula, nascido em 27 de outubro de 1945 no estado de Pernambuco, ex-torneiro mecânico e sindicalista, transformou o Brasil em ator essencial do cenário internacional. Diplomacia, comércio, energia, clima, imigração, espaço, droga: tudo lhe interessa e diz respeito."

O Le Monde destaca ainda que Lula foi o primeiro presidente da América Latina a ser recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca. O jornal aponta também como destaques da ação do presidente brasileiro a liderança exercida dentro do G20, a aspiração do Brasil a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a condição de primeiro sócio comercial da China.

Já o espanhol El País destaca a gestão do presidente brasileiro dizendo: “Quando foi eleito para um segundo e último mandato, Lula disse que o Brasil estava cansado de ser uma potência emergente e que havia chegado a hora de o país se tornar um país desenvolvido sem andar para trás outra vez. Esta é a ambição com que Lula passará à história, diz o jornal.

“Nos sete anos de Presidência, Lula fez o país avançar muito; o Brasil foi o primeiro país a sair da recessão provocada pela crise econômica mundial, seus índices de crescimento ao longo deste período tem sido muito superiores aos das duas décadas anteriores, a pobreza extrema caiu de 35% em 2001 para 24,1% em 2008, e quatro milhões de cidadãos deixaram o patamar da pobreza, incorporando-se às classes médias que já superam a casa dos 50% da população".

Fonte: Agência Carta Maior

Fotos: Agência Reuters

2009 07 nov
editor

O Debate Continua

O  segundo dia de Congresso foi encerrado com um ato político de grande representatividade. PT, PCdoB, PSB e PDT estiveram representados. Lula, Dilma, Sérgio Cabral, ministros vários e personalidades do movimento social, UNE, CTB, CONTAG e MST.

Lula falou por mais de uma hora. Ali agradeceu aos comunistas pelo apoio solidário e firme nos momentos de maiores desafios de seu governo. Lembrou que o PC do B foi o único partido que o apoiou sempre, desde 89. Na campanha de 2002 não havia unanimidade em torno de seu nome nem no PT, o único apoio unânime era no PC do B, afirmou.

As ultimas afirmações de FHC receberam resposta incisiva por parte de Lula. Disse que a vida não é fácil, que Fernando Henrique torcia para que ele fracassasse para voltar nos braços do povo, deu errado.  “Deve ser horrível para um sociólogo ver um operário receber os principais prêmios que ele sempre sonhou ganhar. Por ironia do destino são dois analfabetos, eu e Zé Alencar, que estamos fazendo o maior investimento no ensino superior da história do Brasil”.

O ato político encerrou para além da meia noite. Um plenário atento e animado não arredou pé.

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