
Desde a ultima sexta que a sucessão ao governo do Binho começa a dar passos mais largos no pós carnaval.
A Frente Popular deu o tom. Uma reunião representativa, cheia de simbolismos passou um recado direto a quem tinha alguma dúvida sobre a solidez da aliança: a Frente continua ampla, sólida e com rumo bem delineado. Reunir 15 partidos num clima de bons fluídos, sem arranhões e senões, não é fácil. Mas aconteceu de forma natural e o ambiente interno é de “céu de brigadeiro”.
Dias após o PMDB passa a entrar em cena. Depois de frustrantes embaixadas por um alinhamento de palanque único já no primeiro round, decidiu por apresentar seu time puro sangue. Com candidatos ao governos e senado, o PMDB põe uma equação a ser resolvida nos próximos 30 dias: quem quiser me acompanhar, que se apresente. Em Brasília, no meio do turbilhão Arruda, o PMDB teve que buscar fôlego para não declinar do jogo.
PSDB, PPS, DEM e outros aplaudem a decisão do ex-aliado. Afirmam que o jogo é de campeonato e que um encontro estaria marcado numa suposta esquina do segundo turno. Fernando Lage e Sergio Barros protagonizam a chapa do senado neste campo, com Bocalom disputando o governo. Um cenário que se desenha agora podendo ganhar contornos definitivos mais adiante, embora as apostas tenham se diluído nos últimos dias.
Por fora, tentando reunificar o campo oposicionistas, sinaliza Petecão. Como de outras vezes, quer ser ungido. Resta saber a disposição dos figurantes.