O foco é a unidade

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Nestes poucos dias que nos separam de 2010 - findo o ano político - especulações e balões de ensaio vêm sendo lançados (permeados de interesses pouco legitimados) acerca das possibilidades eleitorais na formação das chapas e definição dos campos que disputarão as candidaturas de governador e de senadores da república.


É natural que uma onda especulativa vá se formando neste período de escassas notícias de política. Também se justificam pelo fato de que estes vazios temporais são sempre um bom terreno para se testar teses novas. Uma espécie de prospecção para futuras especulações.


O que se deve atentar (essa responsabilidade é dos que tem a delegação para bem conduzir os processos de aliança e a montagem das chapas majoritárias) é com a tomada dos cuidados necessários para não contaminar-se por esse emaranhado de ataques especulativos. A estes, a responsabilidade maiúscula não permite um olhar apequenado.


É preciso compreender que nestes tempos vão brotando as “novidades” da flor do recesso.


... “Tião Viana estaria prestes a ser substituído por Jorge Viana em função dos desdobramentos de uma ação judicial em Brasília. Flaviano Melo estaria propenso a trazer o PMDB para o colo da Frente Popular por causa das arengas com Bocalom. A Frente pulverizaria sua chapa de senadores para contemplar aos postulantes à segunda vaga de senado ainda por ser definida. As chapas proporcionais estariam fadadas a levar à forca um número significativo de detentores de mandatos e etc...”


É preciso ter clareza que todo dia que finda é um dia a menos no mandato dos atuais detentores de cargos eletivos e que, apenas por isso, uma ansiedade natural vai tomando conta do cotidiano da vida política de cada um. Candidato que tem responsabilidade com seu mandato não pensa em outra coisa nestes tempos do que na “próxima eleição”. Por isso o posicionamento político dos dirigentes é fundamental para ir botando luz no caminho antes que a especulação contamine o ambiente sadio da relação política, tão necessária em vésperas de tomadas de importante decisões.


A Frente Popular é a maior detentora de experiência em construção de processos amplos de aliança política. É sabedora da relevância do fator “unidade” como elemento definidor das conquistas. Já experimentou o desastre dos rompimentos e cultivou a política do “ganha ganha” como base cimentar de alianças mais perenes, programáticas e por isso acumulou vitórias.


Para a batalha de 2010 não será diferente. Temos uma enorme possibilidade à frente.


Após 11 anos governando o Acre, a Frente se mantém vigorosa e com extraordinários resultados na gestão.


O Acre respira crescimento e vai se consolidando como um referencial de desenvolvimento sustentado. A inclusão de contingentes cada vez maior no processo produtivo com diminuição significativa dos níveis de pobreza são prova do acerto quando da opção ideológica pelos que mais precisam. O governo Binho goza de excelentes índices de aprovação e coordena um conjunto de programas estruturantes nas diversas áreas, com colheita garantida no ano que chega. Numa conjuntura dessas, o que não podemos permitir a nós mesmos, é o errar na política.


É justamente na política que as cascas de banana vão se colocando.  E como gato escaldado tem medo de água fria, é preciso estar atento todo o tempo e o tempo todo.


A chapa que será construída a partir de ampla aliança (que precisa ser mantida) deve espelhar o compromisso programático, fomentador da construção da Frente. A consolidação desta chapa precisa se dar num sadio ambiente de unidade política, esta sim, o motor gerador de todas as nossas importantes vitórias nestas duas décadas de existência.


Aos que procurarem caminhos de tencionamento desnecessário, paciência.


Aos que buscarem a divergência descabida por interesse menor, tolerância.


Aos que plantarem de fora pra dentro a cizânia, relevância.


O importante, o fundamental é que o núcleo político e ideológico da Frente tenha clareza da sua responsabilidade e gaste toda sua energia na construção democrática deste processo.


O foco é a unidade. Não dispersemos energias com mais nada. O Acre compreenderá e com sapiência se posicionará.


Aliás o Acre, desde seu nascimento, sempre soube apostar no futuro.


Que venha 2010.